TEDxSãoPaulo #Artmobile

Em agosto desse ano, vivenciei uma das experiências mais emocionantes da minha vida.

Imagine o que é compartilhar a sua ideia, o projeto dos seus sonhos, no palco do TEDxSãoPaulo com aproximadamente 10 mil pessoas no estádio do Allianz Parque, e provavelmente com o mundo. O TED usa as plataformas digitais e seus eventos para alcançar o maior número de pessoas com a tagline: ideias que merecem ser compartilhadas.

Essa semana a edição final da apresentação foi publicada no canal oficial do TEDx:

Para quem não conhece, o TED é uma organização mundial sem fins lucrativos que, por meio de eventos, seleciona ideias que merecem ser espalhadas. Para isso, são promovidas pequenas palestras, de 18 minutos ou menos, com mensagens poderosas e tocantes.

O TEDx é um evento local, também com a licença TED, mas organizado de uma forma independente. Muitos deles são temáticos e o último foi sobre educação.

E o TEDxSãoPaulo desse ano foi #omaiorTEDxdomundo.

12 de agosto.

Fui convidado pra contar a história do projeto #Artmobile, uma inovação social que vem inspirando jovens ao redor do mundo a fazer arte com o telefone celular. A experiência já foi realizada em 5 idiomas e 7 países: Tanzânia, Etiópia, Israel, Palestina, Marrocos, Uruguai, Brasil e desde de 2011 vem transformando a vida de muitos jovens através de uma ferramenta prática, democrática e imediata.

Acho que no palco foram os 12 minutos mais longos da minha vida, falando pra tanta gente. Na cabeça passava em câmera lenta a imagem de cada jovem, todas as comunidades visitadas e cada trabalho realizado nesses 6 anos de projeto.

Comecei contando a história da primeira turma de Dar Es Salaam na Tanzânia em 2011, onde um dos participantes, um guerreiro da Tribu Massai, depois de gravarmos uma sinfonia de celulares me pergunta em Swahili, idioma local: “_ Kaka, weka kwenye Facebook?”

“_Irmão, vamos postar no Facebook?”

Naquele momento todos percebemos que tínhamos uma ferramenta de expressão nas mãos e a democracia das redes sociais como meio. Com esse empoderamento móvelnas mãos, todos nos tornamos produtores de conteúdo.

A experiência mostrou que o telefone celular nas escolas, que hoje é proibido por lei, pode ser uma aliado, uma ferramenta autêntica de inclusão digital e auto-expressão entre os jovens.

Por isso, a mensagem do projeto desde o início foi muito clara: é possível fazer arte com o celular que está no seu bolso! No duplo sentido mesmo. Se o seu celular tem câmera, você pode produzir vídeos, fotos, pintura digital, com ferramentas de áudio pode criar ringtones, jingles, música. Por mensagem de texto pode escrever roteiros, fotonovela, poesia e até fazer esculturas com as peças recicláveis. Hoje pelo celular os jovens criam jogos, aplicativos e experimentam a realidade virtual.

Lembrei do artista de rua de Addis Ababa, capital da Etiópia, que fez uma Ária com os tons do seu celular. De uma jovem na Tanzânia que percebeu que suas ideias eram o passaporte além das fronteiras, e de Ernesto e Belle, um senhor de 60 anos e uma jovem de 16 anos que juntos na turma do Uruguai fizeram um stop motion incrível.

O momento mais emocionante foi ver essas e outras histórias de jovens que não sabiam o que fazer com o telefone celular e que inspirados pela experiência #Artmobile movem hoje uma comunidade de 8mil jovens, de certa maneira representados naquela noite na tela do TEDx.

No final, tive a oportunidade de repetir para 10 mil pessoas a mesma pergunta que fiz para a primeira turma na Tanzânia em 2011: “Quem aqui tem telefone celular? Eu posso ver? Vocês podem ligar a lanterna dos seus celulares? ” E de repente, 10 mil celulares iluminaram um estádio, mostrando o que podemos fazer juntos.

Uma das experiências mais emocionantes da história do #Artmobile.

Parabéns aos organizadores, voluntários, palestrantes, apresentadores, todo mundo!

E obrigado por essa oportunidade inesquecível!

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FÃS SÃO OS MELHORES STORYTELLERS

Não é de hoje que o fã exerce um papel importante na cultura de massa. Movidos pela serotonina, neurotransmissor da felicidade, fãs se conectam à propósitos e causas, alimentando seus sonhos por uma marca, produto ou uma banda de rock.

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O fã é um devoto, seguidor, admirador, amante, altamente estimulado por experiências em todos os pontos de contato.

Estímulos que mexem com os nossos sentidos, geram sentimentos, que por sua vez passam à fazer parte das nossas memórias afetivas.

Essas memórias geram empatia e como num passe de mágica, nos transformamos nos melhores storytellers das nossas experiências para o mundo!

No livro a Cultura da Convergência, Henry Jenkins fala sobre a Cultura Participativa e como o uso da Internet cria uma conexão receptora menos passiva. Segundo ele, o fã vive em busca de novas experiências de Entretenimento.

Jenkins fundamenta seu argumento em três conceitos básicos: convergência midiática, inteligência coletiva e cultura participativa.

Steve Jobs dizia que o sucesso dos projetos da Apple relacionados à música deram certo porque foram feitos por uma equipe fã de música.

Brian Chesky, CEO do Airbnb diz que prefere 100 pessoas que são fãs e amam sua marca, do que 1 milhão que apenas goste.

Claro! Todos nós sabemos que fãs movem montanhas! Ou movem pedras, assim como eu e muitos fãs dos Rolling Stones!!!

Me lembro bem do meu primeiro contato com a Cultura do Fã.

Embarcando do Brasil para os Estados Unidos, ganhei da atriz e amiga Cléo Pires, uma edição do seu novo ensaio para a revista Playboy.

Despretensiosamente, quando cheguei ao Festival de Cinema de Miami, indicado à premiação, comecei a brincar com todo o glamour da #vidadefestival, fotografando a capa da Playboy em momentos inusitados e sempre comentando com bom humor, como se fosse a personagem.

Com o imediatismo que permitem as redes sociais e a praticidade do telefone celular, tirava fotos da revista na piscina do hotel, no red carpet da mostra, fazendo compras na Lincoln Road, jantando no restaurante japonês com o ator José Wilker, dando entrevistas, enfim, transformando a revista numa celebridade durante o festival em Miami e postando fotos e textos no Twitter com a hashtag #vidadefestival.

Aos poucos a conexão com os fãs da atriz aconteceu e a empatia com o conteúdo foi compartilhada por seus seguidores nas redes sociais, entrando para o ecossistema e invadindo outras timelines.

Os fãs aguardavam as fotos para montar o capítulo do dia e compartilhar primeiro! De repente gamificaram a ação.

Textos de até 180 caracteres, fotos bem sacadas e bom humor foram a receita de um conteúdo digital inédito que gerou um convite muito bacana da editora Abril:

Fazer o ensaio oficial e exclusivo da revista da Cléo em Nova York, com tudo pago. rsss… De alguma maneira, a brincadeira tinha alavancado as vendas da revista no Brasil e se tornando a primeira Fotonovela do Twitter no Mundo.

Inovação e pioneirismo de uma maneira prática, imediata e orgânica que reflete bem o poder da cultura do fã.

O mini-documentário britânico Fan Culture: “The evolution of influence”, retrata como a cultura dos fãs se transformou ao longo do tempo e como ela está relacionada com o branding na construção da afetividade pelas marcas, sobretudo através de ações físicas e digitais.

Hoje o engajamento está baseado em conexão e relacionamento entre marcas e pessoas, através de histórias imersivas, novas narrativas, serialidade, cocriação e a mais alta empatia.

#Artmobile no TEDxSãoPaulo

Neste último sábado, 12 de agosto, vivi uma das experiências mais emocionantes à frente do projeto #Artmobile.
Fui convidado à falar no TEDx São Paulo para aproximadamente 10 mil pessoas, no estádio do Allianz Parque por 12 minutos, sobre essa inovação social que já se propagou em 5 idiomas, 7 países: Tanzânia, Etiópia, Israel, Palestina, Marrocos, Uruguai, Brasil e desde de 2011 vem transformando a vida de muitos jovens através de uma ferramenta democrática presente no dia-a-dia de todos nós: o telefone celular.
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Para quem não conhece, o TED é uma organização mundial sem fins lucrativos que, por meio de eventos, seleciona ideias que merecem ser espalhadas. Para isso, são promovidas pequenas palestras, de 18 minutos ou menos, com mensagens poderosas e tocantes.
O TEDx é um evento local, também com a licença TED, mas organizado de uma forma independente. Muitos deles são temáticos e o último foi sobre educação.
Acho que foram os 12 minutos mais longos da minha vida, falando pra tanta gente. Na cabeça passava a imagem em câmera lenta de cada jovem, todas as comunidades visitadas e cada trabalho realizado nesses 6 anos de projeto. Sempre com o foco em passar uma mensagem clara: é possível fazer arte com o celular que está no seu bolso! Podemos fazer vídeos, fotos, pintura, música, roteiro, poesia e até esculturas com as peças recicláveis. E além disso, na escola o celular pode ser uma ferramenta autêntica de inclusão digital, empoderamento e auto-expressão entre os jovens.
E ninguém melhor naquela noite para me ajudar a contar essa história do que alguns jovens que não sabiam o que fazer com o celular, antes da experiência #Artmobile:
Mas, o mais emocionante foi reservado para o final, quando repeti a mesma pergunta que fiz na primeira turma do #Artmobile na Tanzânia, África Oriental em 2011: “Quem aqui tem telefone celular? Eu posso ver? Vocês podem ligar a lanterna dos seus celulares? Tira o celular do bolso TEDx!!”
E de repente, vi 10 mil celulares iluminando um estádio, mostrando o que podemos fazer juntos.
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Foi uma das experiências mais emocionantes da minha vida profissional e da história do #Artmobile.

Parabéns aos organizadores, voluntários, palestrantes, apresentadores, todo mundo!

E obrigado por essa oportunidade inesquecível!

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#Artmobile é um projeto de inovação social que ensina jovens ao redor do mundo a produzir arte com uma ferramenta que está sempre presente: o telefone celular.

ARTE COM O CELULAR QUE ESTIVER NO SEU BOLSO!

O projeto existe desde 2011 e tem como objetivo levar inovação social, sem fins lucrativos, a quem não teve tantas oportunidades pelo caminho. Os participantes são incentivados a produzir conteúdo artístico e tecnológico inovador com o celular. E não importa o modelo que estiver no bolso. Do mais simples ao de última geração. Para os jovens, uma oportunidade de se expressar com o aparelho que está o tempo todo nas mãos.

https://artmobileproject.com/about/

#inspiração #transformação #TEDxSãoPaulo #Artmobile

 

 

 

TEDXSP

 

Giuliano Chiaradia é fundador do coletivo Set Experimental e Diretor Criativo Multiplataforma com 20 anos na Indústria do Entretenimento e Marketing na América Latina.

Ex-diretor e autor da Rede Globo de Televisão, responsável pelos primeiros projetos de transmídia da emissora, ex-criativo da MTV/Nickelodeon no Brasil e nos Estados Unidos.

Empreendedor e consultor multidisciplinar de conteúdo para grandes empresas integrando significado às novas tecnológicas trabalhando com grandes produtores em todas as plataformas.

Master Class em Inovação Digital pela escola sueca Hyper Island. Especialização em Novas Mídias pela Coppead Business School UFRJ, no Rio de Janeiro. Extensões em cinema e TV na Itália, Cuba e nos Estados Unidos.

Artista residente da La Chambre Blanche, centro multidisciplinar de arte e tecnologia em Quebéc.

Idealizador do projeto #Artmobile, inovação social que ensina jovens ao redor do mundo a fazer arte com o telefone celular.