FÃS SÃO OS MELHORES STORYTELLERS

Não é de hoje que o fã exerce um papel importante na cultura de massa. Movidos pela serotonina, neurotransmissor da felicidade, fãs se conectam à propósitos e causas, alimentando seus sonhos por uma marca, produto ou uma banda de rock.

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O fã é um devoto, seguidor, admirador, amante, altamente estimulado por experiências em todos os pontos de contato.

Estímulos que mexem com os nossos sentidos, geram sentimentos, que por sua vez passam à fazer parte das nossas memórias afetivas.

Essas memórias geram empatia e como num passe de mágica, nos transformamos nos melhores storytellers das nossas experiências para o mundo!

No livro a Cultura da Convergência, Henry Jenkins fala sobre a Cultura Participativa e como o uso da Internet cria uma conexão receptora menos passiva. Segundo ele, o fã vive em busca de novas experiências de Entretenimento.

Jenkins fundamenta seu argumento em três conceitos básicos: convergência midiática, inteligência coletiva e cultura participativa.

Steve Jobs dizia que o sucesso dos projetos da Apple relacionados à música deram certo porque foram feitos por uma equipe fã de música.

Brian Chesky, CEO do Airbnb diz que prefere 100 pessoas que são fãs e amam sua marca, do que 1 milhão que apenas goste.

Claro! Todos nós sabemos que fãs movem montanhas! Ou movem pedras, assim como eu e muitos fãs dos Rolling Stones!!!

Me lembro bem do meu primeiro contato com a Cultura do Fã.

Embarcando do Brasil para os Estados Unidos, ganhei da atriz e amiga Cléo Pires, uma edição do seu novo ensaio para a revista Playboy.

Despretensiosamente, quando cheguei ao Festival de Cinema de Miami, indicado à premiação, comecei a brincar com todo o glamour da #vidadefestival, fotografando a capa da Playboy em momentos inusitados e sempre comentando com bom humor, como se fosse a personagem.

Com o imediatismo que permitem as redes sociais e a praticidade do telefone celular, tirava fotos da revista na piscina do hotel, no red carpet da mostra, fazendo compras na Lincoln Road, jantando no restaurante japonês com o ator José Wilker, dando entrevistas, enfim, transformando a revista numa celebridade durante o festival em Miami e postando fotos e textos no Twitter com a hashtag #vidadefestival.

Aos poucos a conexão com os fãs da atriz aconteceu e a empatia com o conteúdo foi compartilhada por seus seguidores nas redes sociais, entrando para o ecossistema e invadindo outras timelines.

Os fãs aguardavam as fotos para montar o capítulo do dia e compartilhar primeiro! De repente gamificaram a ação.

Textos de até 180 caracteres, fotos bem sacadas e bom humor foram a receita de um conteúdo digital inédito que gerou um convite muito bacana da editora Abril:

Fazer o ensaio oficial e exclusivo da revista da Cléo em Nova York, com tudo pago. rsss… De alguma maneira, a brincadeira tinha alavancado as vendas da revista no Brasil e se tornando a primeira Fotonovela do Twitter no Mundo.

Inovação e pioneirismo de uma maneira prática, imediata e orgânica que reflete bem o poder da cultura do fã.

O mini-documentário britânico Fan Culture: “The evolution of influence”, retrata como a cultura dos fãs se transformou ao longo do tempo e como ela está relacionada com o branding na construção da afetividade pelas marcas, sobretudo através de ações físicas e digitais.

Hoje o engajamento está baseado em conexão e relacionamento entre marcas e pessoas, através de histórias imersivas, novas narrativas, serialidade, cocriação e a mais alta empatia.

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